Tradução por Paulo Schiller, 2001. Publicado originalmente em 1939 na Hungria.
O livrinho que comecei e terminei ontem mesmo... Excelente. Pequeno no tamanho (113 p.) mas parrudo no efeito. Fazia tempo que não me incomodava tanto com uma leitura! Cheguei na última página querendo dar um tiro na Eszter :P. Se alguém já tiver lido me ajude a resolver uma dúvida que ficou no ar: ela está escrevendo a história na própria casa? /coalog acha que não, mas tenho certeza que sim!!! E mais não posso dizer porque estragaria para quem não leu.
“Passado algum tempo não é possível 'acertar-se' nada entre pessoas; compreendi essa verdade desesperançada ali, no banco de pedra. O homem vive e remenda, repara, constrói e depois, por vezes, estraga a vida; mas com a passagem do tempo percebe que o todo, que se erigiu daquela forma, a partir dos erros e acasos, não é modificável. Lajos já não podia modificar mais nada. Quando alguém emerge do passado e anuncia em tom comovido que deseja acertar 'tudo', o propósito só pode suscitar compaixão e riso; o tempo já “acertou” tudo, a seu modo singular, o único possível.”